Como sensibilizar os pais a educarem seus filhos sem violência?

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Em 2007 a Rede Não Bata, Eduque (RNBE) lançou uma série de mensagens nas mídias convencionais, promovendo sua marca e a causa da educação sem violência. Apesar de a campanha ter sido desenvolvida com qualidade e contar com a participação de Xuxa em quase todas as peças, a Rede sentia falta de respostas de comunicação mais contextualizadas, dialógicas e mobilizadoras.

 

Nesse meio tempo, a Metara desenvolvia para a ONG Promundo, uma das gestoras da Rede,uma série de produtos de comunicação comunitária voltadas para o tema. Rapidamente essa campanha passou a integrar e organizar as ações de comunicação da RNBE, incluindo seu site institucional. A própria Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República passou a apoiá-la e adotá-la, reproduzindo e distribuindo-a em Conselhos Tutelares e outros espaços do Sistema de Garantia de Direitos em todo país.

 

O sucesso dessa campanha foi construído a partir de duas proposições. A primeira foi sua metodologia, baseada na escuta de pais e crianças, através de grupos focais que investigaram necessidades e aspirações, hábitos de consumo de mídia e conhecimentos, atitudes e práticas sobre o tema. Esses grupos, além de toda a pesquisa nacional e internacional que fizemos, deram os insights necessários para a Metara desenvolver os protótipos da campanha, que foram testados em novas rodas de conversas com os pais. A segunda proposição foi caprichar em inovação, criatividade, contextualização e qualidade final do material.

 

Dessa forma, o conceito “educar sem bater é possível” norteou a campanha, apontando o diálogo, o exemplo, a tolerância, a participação e os limites como alternativas à violência física ou psicológica. Como toda boa campanha comunitária, as ações e peças se desenvolveram levando em consideração os espaços e canais de comunicação das localidades.

 

Nas ruas, um cartaz fixado nos vidros dos transportes alternativos, utilizava ícones de sinalização e a linguagem direta das placas de trânsito, para ressaltar a importância da educação sem violência. Carros e bicicletas de som veicularam spots da campanha, que também foram veiculados numa rede de 1400 rádios comunitárias de todo o Brasil, atingindo mais de cinco milhões de ouvintes.

 

Uma das peças mais originais foi o porta-copos. Distribuído em bares, trazia a imagem de um chinelo, enfatizando a mensagem “Lugar de chinelo é no pé!”, e uma chamada alertando de forma bem-humorada sobre a potencial ligação entre violência e consumo exagerado de álcool e outras drogas.

 

Outra preocupação da Metara é com a criação de cadeias produtivas de valor socioambiental e comunitário. Por isso, além de privilegiar fornecedores com algum tipo de responsabilidade social, atores e fotógrafos da campanha eram vinculados a projetos e organizações populares, como no folder de apresentação da campanha.

 

Pensando na permanência da campanha entre as famílias, a Metara desenvolveu um calendário de parede. A peça valorizou a conversa entre pais e filhos, em substituição às palmadas. O público infantil também foi contemplado com uma revista de colorir, que vinha acompanhada de giz de cera. Em linguagem de História em Quadrinhos, a revista mostrava a relação entre pais e filhos.  

 

Como integrante da pesquisa-ação do Promundo, a campanha colaborou efetivamente em vários indicadores de redução de violência e participação infantil, como demonstrado nas pesquisas da organização.

 

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Cliente:
Rede Não Bata, Eduque (RNBE)

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